quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Às Moscas

Pois bem!
Optei por retornar aos comunicados, ainda que este blog não tenha sido acessado por ninguém, ainda.
Pior, nem mesmo aqueles que me preocupei em informar se interessaram pelo eventual acesso, ainda que estivessem naquelas horas sem nada para fazer na rede, quando a pessoa já acessou todos os sítios de interesse, já abriu e-mails de auto-ajuda, piadas, videos engraçados, vítimas sem cabeça ou cortadas ao meio em acidentes nos mais diversos meios de locomoção.
Enfim, quando não tem nada melhor mesmo a fazer na rede, quando seria melhor se desconectarem, mesmo neste momento, se esqueceram de mim.
Não há de ser nada demais, diria até que é meramente passageiro.
Afinal, tem blog para tudo neste mundo, e todos eles, mesmo que exclusivamente pelo autor, são acessados constantemente.
Mas é isso, ainda que escreva para mim mesmo, continuarei escrevendo - de agora em diante a cada dia - e esperarei taciturno, pessoas incógnitas, que porventura tiverem a gentileza de acompanhar o BOM DE BORBA (se é que isso existe).

V.S.Borba

terça-feira, 29 de julho de 2008

Excertos - I

"Oh, lua cheia, se contemplasses
Pela última vez o meu sofrimento,
Com que tantas vezes à meia noite velei
Junto a esta escrivaninha!
Até que sobre livros e papel
Surgisses para mim, melancólica amiga.
Ah, se eu pudesse vaguear sobre montanhas,
Iluminado por tua doce luz
E flutuar com espíritos pelas grutas,
Tecer, na tua aurora, sobre a relva dos prados
E, livre de todo o martírio do saber,
Banhar-me saudável em teu orvalho!"

(Urfaust) Fausto Zero - Escrito entre 1773 e 1775 por J. W. Goethe
Trad. Christine Röhrig - Ed. Cosac & Naify - 2001 - p. 17