quinta-feira, 14 de maio de 2009

METAMORFOSE

Se posta diante de mim, a eterna busca da vontade
que perde na verdade, só por faltar alguém afim.

Mas se gosta de cetim? se é amarga a que é tarde?
Ainda misera humanidade, farás de mim o arlequim?

terça-feira, 5 de maio de 2009

sábado, 25 de abril de 2009

ALTAS HORAS

Tiozinho.
Muito embora duvide de tudo.
Posso de muito afirmar,
Por oportuno,
Do conhecimento incógnito que em mim carrego.
Fardo?
Sim, até porque não?
Farto, sim porque há.
Manifesto.
Até porque desejo.
Destemido, pois assim me falso.
Só.
Porque assim,
EU VIVO!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Da Amizade - I

Sobre sua definição, duvido muito que se possa apreender de fato a verdadeira amizade, tanto quanto na caverna platônica, na qual não se encontrava a realidade, mas mera representação de sua forma.
Deste mesmo modo, se me apresenta a amizade, a qual se diz VERDADEIRA.
Segundo http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=amizade amizade é: "AMIZADE: a.mi.za.desf (lat amicitate) 1 Sentimento de amigo; afeto que liga as pessoas. 2 Reciprocidade de afeto. 3 Benevolência. 4 Amor. Antôn: inimizade, ódio, oposição. A. colorida, gír: relação íntima e amorosa, sem compromisso social. Cf amizade-colorida."
Ou seja, afora todo o sentimentalismo embriagante das paixões humanas, em breves palavras, a amizade, latu sensu, é um contrato sinalagmático, gratuito, e principalmente, UNILATERAL E SUBJETIVO.
Sobre estes últimos e preponderantes aspectos, contrários ao primeiro, é que se infere a fragilidade da ciência da verdadeira amizade.
Não que se negue a existência da AMIZADE VERDADEIRA. Simplesmente a conclusão é que não é possível apreendê-la, ou mesmo, que sua apreensão não passa de mero sentido. Não se traduz em realidade, nem tão pouco se pode afirmar o possuí-la.
Ora, se a amizade pressupõe a RECIPROCIDADE entre duas pessoas, só me é dado conhecer a parte que a minha compete, com relação ao "amigo", só me é dado a fé, a crença de que o sentimento seja RECÍPROCO.
Fé não se discute, nem tão pouco se comprova, a crença fundamenta-se apenas nela mesma e só. Porque a fé? Porque tenho, acredito, creio e só.
Diante disto, acredite em seus amigos.
Simples assim!!!

sábado, 4 de abril de 2009

FILIGRAMAS

De um tanto, que a bastada mente,
e sempre, que me há recordado,
nem sempre o mundo se abre ou desmente,
é fato, que me é mostrado.

desfiliado daquilo que me é posto,
íncognito aqui, tenho me prostrado,
o caralho a quatro, pelo encosto,
as muitas vozes que me enchem o saco.

enfim, o regalo do desvairado,
não satisfaz aquele que é submisso,
um corpo deitado, embasbacado.

mantendo, mesmo que ébrio, o compromisso,
estou tranquili, tanto quanto acomodado.
tosco... mesmo tosco... ainda solto um riso.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

QUIABÃO

PERDI O BONDE DA HISTÓRIA,
EMBRIAGADO EM MINHA SINTONIA,
FELIZMENTE FUGIU DA MEMÓRIA,
O QUE VI EM LONDRINA, HIPOCRISIA!

A BABA DO VEGETAL, UM TANTO,
NO OLFATO, COM MUITO ESPANTO,
SEM SABER QUE CAUSAVA O PRANTO,
ELEGEU O CONTRÁRIO AO SANTO.

DEMÔNIOS À PARTE, ME TENHO POSTO,
SEM VERGONHA NENHUMA, MOSTRANDO O ROSTO,
AINDA QUE ASSIM, FARTE O DESGOSTO.

SEI DA IMBECILIDADE QUE SE MANIFESTA.
TODOS OS ENCARGOS QUE ME SOBEM À TESTA.
SÓ UM BANDO, NUMA MELANCÓLICA FESTA.

ETÍLICOS... PENSAMENTOS???

Os bastardos soberbos encargos que temos admitido,
sem pressa devaneiamente serão vertidos,
ao escarro posto que se há detido,
na memória perdida do palhaço vido.

Perdão ao mundo do recôndido município,
Do infeliz sufrágio pelo voto escolhido,
desgraça tanta, que nem mesmo as palavras,
vem à minha boca, meu rabo ou meu pensamento.

Porra!!! Que caralho de merda se vai destemido.
Desgraça de merda, o caralho, repetido!!!
Sou um impotente!!!

Quem dera ter um futuro prometido,
Só dá mágoa me tenho mantido.
Só de trastres!!! Londrina tem vivido.