domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um Amor, Platônico!

De repente, ele se deu conta do tamanho de sua loucura. Percebeu que arrumava as coisas de uma pessoa que nunca havia existido, lágrima após lágrima, foi guardando os objetos da pessoa imaginada.Eram roupas, sapatos, um chinelo delicado que parecia de criança, petrechos e pertences. Passou a buscar lembranças e não as encontrou. Tudo! Absolutamente tudo, só existiu em seu mundo de ilusão. Viu que a companheira imaginária nunca lhe mostrara nada, dela nada sabia, nunca lhe apresentara a família, os amigos escondia, e sempre, após o amor partia. Percebeu que só restaram objetos dessa união vazia. Os objetos foram arrumados e serão entregues numa delegacia, aos moldes do que se faz com um cadáver indigente. Sentiu-se fraco e perdido, sabia que seu amor ainda vivia, mas que a pessoa amada, mesmo viva, não mais existia.

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