
Garatujas, o que são afinal?
Rabiscos desconexos da infância? Reprodução pelo infante dos adultos? Vontade de expressar o que sente de uma forma ininteligível? Seria a explicação oculta das coisas da vida, dos tempos da vida ou das vidas vividas?
Talvez sejam nada. Nada querem dizer. Nada há a falar. Um pleno vazio que se basta como fonte de satisfação.
Sim, talvez o equivoco esteja na necessidade de explicação, na ânsia do ser humano buscar uma razão em tudo, MESMO NAQUILO QUE NÃO POSSUI RAZÃO, SIGNIFICADO OU PROPÓSITO.
Isso, nào passa disso!
De repente, os livros encherão uma biblioteca, surgirão doutores, mestres e especialistas. Verdadeiros experts passarão a palestrar sobre o assunto. Todos ficarão atônitos com a profundidade das explicações e passarão a venerar a GARATUJA como a grande verdade, o único caminho para a humanidade da humanidade.
Será o tempo do conhecimento, da ciência e da sabedoria.
Será então o tempo, em que não haverá mais tempo a perder com a infância e suas INFANTILIDADES.

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